13 de setembro de 2007

Hoje fiquei puto. Não graças ao cobrador indiferente quanto a minha pessoa, nem graças ao motorista que sabe exatamente quando frear abruptamente, só para me desequilibrar patéticamente. Mas bem que poderia ter sido.
Ao invés disso, o que me emputeceu (ah!, a lingua portuguesa e suas peculiaridades!) foi um artigo que li no jornal.
Nele, o que se falava era de um novo tipo de profissional: o personal amigo.
É isso mesmo. Não é um psicologo. É uma pessoa qualquer que resolveu cobrar pela "amizade". O pior é que tem quem pague por isso.
Não culpo quem tem dificuldade em se relacionar. Culpo a sociedade, que substituiu a individualidade pelo individualismo. Sinonimos? Não!
Individualidade é sua caracterização, o que te torna único, porém não independente.Individualismo é o que vivemos hoje. Cada um por si.
Ah se Durkheim vivesse! Ele teorizou que o capitalismo conseguiria unir mais as pessoas, já que todos seriam necessarios nos varios processos que o compõe.
Ao invés disso, o que aconteceu foi que nós nos fechamos cada vez mais, mesmo que não demonstremos. A sociedade está virando uma floresta, e infelizmente temos um incuravel complexo de formiga.
Como assim?
Simples. Graças à alta competitividade em todo e qualquer aspecto tomado como exemplo, nós demonstramos um certo medo dos demais. Será que é confiavel eu me relacionar àquela pessoa?
A unica solução que vejo para isso é... pagar alguem. A humanidade é um grande cão velho e teimoso. A hora de aprender ja passou há muito tempo.

11 de julho de 2007

Olá, galerinha.
Faz tempo que não posto.O motivo foi um mês meio complicado. Passei na faculdade, viajei, me embebedei e acabei não tendo muita inspiração para dar continuidade ao blog.
Porém, há cerca de seis dias, assisti um filme que me fez pensar. Johnny e June, com o Joaquim Fenix e a Reese Whiterspoon.Eu ja o havia assistido antes, na epoca da estreia no cinema nacional, mas naquele tempo minha cabeça era outra.
O filme, para quem(ainda) não assistiu, fala da vida de Johnny Cash, um famoso cantor norte-americano. Não vou contar muito, afinal este é um filme que merece ser visto.
o Johnny era um cara que tinha uma vida muito boa. Uma esposa bonita, filhas bonitas, uma bela casa e uma carreira de sucesso. Mas, em suas turnês, conheceu June Carter, cantora também em ascensão, e acabou se apaixonando loucamente. Percebia-se que ele tentava se manter fiel aos seus principios, mas a paixão era maior que tudo.
Ele entrou, então, numa estrada de auto-destruição, drogando-se e chegando a ser preso.
Não vou contar mais do que isso para não estragar o filme.Alias, o que contei foi só pra dar fundo pro meu pensamento.

O ideal seria que encontrassemos nossa June Carter, aquela pessoa que nos tira a razão, que nos deixa sonhando o dia todo. Muita gente acha que já encontrou sua June. Eu mesmo pensei te-la encontrado. Acho que é por isso que o divorcio aumentou tanto.
As pessoas tendem a confundir paixão e amor, sentimentos separados por uma linha tênue.Por isso namoros ficam sem graça e acabam, por isso casamentos viram rotina e se desfazem(e por isso eu passo as ferias na casa do meu pai).
Poucos são felizes de encontrar sua verdadeira paixão. Aqueles casais de idosos que completam as bodas de ouro lembrando da lua de mel. Aquele casal que começa a lua de mel no avião. Esses sim, encontraram seus verdadeiros amores.
É isso que eu quero para mim. Mas como saber se aquela pessoa é sua June Carter?
Na minha opinião, é aquela pessoa da qual você quer cuidar. Aquela pessoa que te faz sorrir atoa no metrô.
Já me perguntaram sobre como encontrar essa pessoa.Acho que é improvavel encontrá-la. A unica chance de sucesso é esperar que a vida lhe seja generosa e lhe traga uma June.
E caso isso não ocorra, não se desespere. O segundo casamento é sempre uma possibilidade.E o terceiro.
(Sim, sou cético quanto ao amor, quanto ao casamento e quanto a um monte de coisa, mas acho bonito pra cacete quando um raro caso de amor verdadeiro ocorre...me faz lembrar que ainda tem esperança).

Desculpa o textinho agua-com-açucar....e o final esculachador.

21 de junho de 2007

Antes de mais nada: o começo

Olá, compatriotas(ou não) visitantes de meu humilde blog.
Não sei que ventos trouxeram vocês até aqui, mas espero que os mesmos ventos tornem a trazê-los de volta.
O intuito desse blog é...bem, não ter intuito algum.
É provavel que eu acabe postanto abstrações minhas relativas a algum tema aleatorio, já
que eu passo o dia filosofando(ou dormindo).

Hoje não foi um bom dia, filosoficamente falando, mas até rendeu umas coisinhas legais.
O tema surgiu durante uma aula de biologia, mais especificamente a respeito do Design Inteligente.
Antes de qualquer coisa, nem sempre o texto será de biologia ou materias de escola.
Pra quem não sabe o que é, Design Inteligente é, basicamente, a teoria que defende que a evolução não é por acaso, e sim fruto de algo maior(Deus, por exemplo). E não só a evolução das especies, mas o próprio surgimento de...tudo.
Dai, claro, o professor sumiu. Comecei a pensar. Será que isso é possivel?

Um exemplo muito utilizado pelos que defendem o Design Inteligente é o olho humano.
Como pode algo tão perfeito ser obra do acaso?

Bom, tal pergunta ja havia sido feita a mim dois ou três anos antes(minha noção de tempo é um lixo).Só que, na primeira vez, foi em outra escola, e com uma pesquisa de uma hora eu "provei" que o Design Inteligente era improvavel.

Mas hoje foi diferente. Estou mais maduro. E mais pensante.

Bem, vamos pelo exemplo do olho mesmo.
O olho é uma coisa que, se estudada, facina até estudantes imbecis(eu). Tal coisa não pode surgir por acaso. Mas seria a evolução acaso? Numa primeira olhada, sim. Bem, de acordo com as pesquisas, o olho começou como uma pequena estrutura fotosensivel nas celulas primordiais. Agora olhe para o seu olho(recomendo um espelho). Como pode uma estrurura fotosensivel de uma celula ter chegado à isso? Design Inteligente?

Creio que não. Seleção natural parece mais coerente. Convenhamos, quem tinha a tal estrutura se virava melhor do que quem não tinha. Dessa maneira, quem tinha a estrutura vivia mais, e se multiplicava mais. Como não sou biologo, ou mesmo um etusiasta de biologia, vou dar uma voada de alguns milhões de anos na evolução.
Chegamos agora a uma criatura com uma visão correspondente a 10% da nossa.
Para que serviria uma visão de 10%? Bem, suponha que a criatura em questão coma insetos, e que os insetos fossem semelhantes a plantas. Suponha,agora, que eles fossem 10% parecidos com plantas, já que a evolução ainda não os havia selecionado. Entendeu? É, nem eu. Mas o caminho é por ai.

"Mas o que isso tem a ver com o olho como é hoje ou com o Design Inteligente?"

Bem, tudo. Quem tinha a visão melhor, conseguia caçar mais, e ser mais competitivo. Visão ruim era sinonimo de morte. O mesmo para o inseto. Se ele fosse verde, não seria visto na grama, mas se fosse marrom, morreria em pouco tempo, vitima de um animal com 11, e não 10% da visão. Assim, a caracteristica mais apropriada ao ambiente seria passada para a frente.

"Tá, mas e o Design Inteligente entra a onde?"

Bem, ele defende que é impossivel o salto evolutivo daquela estrutura fotosensivel até o olho,sem alguem para comandar, certo?
O exemplo que eu dei, ilustra que não foi um salto, mas uma série de pequenos, minusculos passinhos evolutivos, cada qual quase identido ao anterior, mas se comparado com o de duzentas gerações atras, pareceria um salto significativo.

"Mas quem disse que o Design Inteligente não pode ter evoluido as criaturas aos poucos?"

E para que? Para vem como se adaptavam? Se sim, então chega-se a conclusão de que a evolução é o Design Inteligente, que de inteligente tem apenas sua simplicidade, sua falta de objetivo. Sim, por que se a evolução tivesse um ponto final, o Design Inteligente, por ser inteligente, já o teria atingido.

Sinto muito se eu não consegui me explicar muito bem, mas não sou muito bom para organizar minhas ideias.

Concordou? Discordou? Não leu, mas quer comentar? Bem, faça-o!
Sou aberto a discussôes! Qualquer coisa que eu tenha deixado para trás,qualquer incoerencia, é só avisar no comentario.

PS: recomendo o livro O relojoeiro cego, de Richard Dawkins, ou uma bela pesquisa no google.

Obrigado